sexta-feira, 11 de outubro de 2013

[Cinema] O "pequeno" Gordon-Levitt

Embora não pareça, já conta com 32 anos e está aí com o seu primeiro grande filme como director. 

Além de ser um autêntico parte-corações de muitas raparigas, Levitt é, actualmente, um dos mais requisitados actores de Hollywood. Apesar de não contar com a experiência de um De Niro, tem já uma belíssima lista de bons filmes. E é disso que venho aqui falar: do jovem promissor que entrava em comédias românticas à estrela em ascensão. 

(uma nota aqui só para dizer que vou, obviamente, falar dos filmes que vi e penso serem os mais relevantes da carreira do Sr Levitt)

10 Things I Hate About You [1999] - A comédia romântica (em modo adolescente)

Ainda bastante jovem, Levitt é aqui um dos personagens principais desta comédia romântica. Apesar do protagonismo assentar sobre Heath Ledger (que faz o papel de Patrick Verona) e bela sua apaixonada Julia Stiles (no papel de Kat Stratford), o pequeno Joseph é um dos actores que merece mais atenção. 
Personagem simples e pouco trabalhada, com o sentido de humor natural de um adolescente, e sempre à espreita da sua oportunidade no amor enquanto ajuda Patrick na conquista da sua apaixonada.

Mysterious Skin [2004] - A promessa confirmada

Após alguns papéis mais relevantes, surge Mysterious Skin.
É o personagem principal, um rebelde sem saber que rumo dar à vida. Um jovem bem diferente daquele que conhecemos em "10 things I Hate About You". 
Acaba por ser um filme que demonstra um Gordon-Levitt mais maduro, mais ciente do que pode fazer. Versátil, percebemos que tanto pode ser o bom da fita como o vilão. É o filme que confirma a presença de uma jovem estrela. 
A destacar as cenas de carácter violento e muitas vezes sexual a que é sujeito. A mente e o corpo humano são postas à prova na personagem que interpreta (Neil), um rapaz que se sujeita a condições terríveis para conseguir dinheiro, mas que acaba por se perder sem ele próprio, talvez, ter a noção. 
Duro e real e a clara afimação de um actor pronto para outro tipo de filmes e outro tipo de visibilidade.

(500) Days of Summer [2009] - O cliché
De regresso ao campo do romance, mas desta vez num mood muito mais sério. 
A história de Tom e Summer já foi muitas vezes contada e vista, e eu também não me vou alongar. 
A verdade é que, em 2009, surge o filme que transporta Levitt para um outro patamar: é agora um novo ídolo com enormes fan-bases (na sua maioria raparigas). Isto tudo acabou por ter o seu lado positivo, mais reconhecimento e mais mérito chegaram facilmente. 
Tom é um rapaz que se apaixona por Summer (Zooey Deschanel) e o filme retrata a sua relação ao longo dos dias até ao seu final inesperado. Talvez por ser tão real é também tão adorado por tantos rapazes que se identificam com Tom.


No ano seguinte, em 2010, Joseph é seguramente uma estrela. É um dos protagonistas do filme do ano: Inception, de Christopher Nolan. 
E a partir daqui já todos sabemos a história. Os pápeis são escolhidos a dedo, "50/50 [2011]", "The Dark Knight Rises [2012]" e "Looper [2012]" são exemplos de que Levitt é, sem dúvidas, um dos actores do momento e sabe de forma exemplar dar rumo à sua carreira. 
2013 pode muito bem ser o ponto de viragem para outros campos: Don Jon [2013] é um filme escrito, dirigido e protagonizado por ele. Este ano pode nascer um novo Gordon-Levitt.
Em "The Dark Knight Rises", de 2012.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

[Filme] "The Place Beyond the Pines" (2012)

Uma bela surpresa!



"The Place Beyond the Pines" conta-nos a história de um motociclista (Ryan Gosling) que tenta corrigir os erros do passado aproximando-se da sua ex-namorada (Eva Mendes). No entanto, as suas acções acabam por resultar sempre em mais problemas. Numa das suas decisões mais imprudentes, acaba por traçar o fio que conduz o filme.

Sem querer alongar-me muito mais, até porque acabaria por estragar o vosso visionamento, o director Derek Cianfrance constrói uma história bastante coesa e cheia de surpresas. 

É também algo que demora a desenvolver e "pede" bastante atenção ao espectador. Um dos grandes trunfos desta longa-metragem reside no núcleo da acção. Geralmente, este género de filme agarra-se demasiado a uma personagem e acaba por se perder no meio da história. 
Felizmente, este não é o caso. O director preocupou-se mais com a construção das personagens do que focar-se simplesmente num ponto - como por exemplo, o plot principal.
Existem várias histórias que acabam por se interligar e decidem o destino de cada um dos personagens. Desta forma, as qualidades do elenco são aproveitadas sem nunca menosprezar ninguém nem prejudicar a história. Infelizmente, a segunda metade do filme perde um pouco da essência inicial e acaba por se tornar previsível. Quanto à prestação do elenco, apenas refiro que existe uma actuação soberba de um rapaz que participou no "Chronicle". Uma pequena nota ainda para a participação do Ray Liotta e outra performance sóbria do Ryan Gosling (mais uma para a caixa). O resto era esperado e não me surpreendeu tanto. 

"The Place Beyond the Pines" acaba por ser uma grande revelação. Utiliza cada segundo de uma forma interessante com uma cinematografia brilhante e uma sonoplastia muito agradável.
É um filme mais que recomendado para quem quer passar um bom bocado e merece uma segunda visualização para absorver todos os detalhes. 

8,5 / 10

sábado, 27 de abril de 2013

[Filme] "Homem de Ferro 3" (2013)



Por motivos de localização, tive de gastar 7.50 €  para ver esta longa-metragem, visto que só estavam disponíveis sessões em 3D, o que me fez torcer o nariz. Mas no final, saí da sala de cinema com um sorriso enorme no rosto e surpreendido pelo rumo que o novo director deu a este herói.

Após a invasão alienígena retratada nos "Vingadores", Tony Stark (Robert Downey Jr) sofre agora de ataques de ansiedade, impedindo-o de dormir em condições, e ocupa o seu tempo a tentar criar uma nova armadura sempre preocupado com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). Entretanto surgem duas novas ameaças: Um novo vilão (Ben Kingsley) que invade redes televisivas a anunciar os seus ataques terroristas e um cientista (Guy Pearce) que apresenta um avanço na medicina, EXTREMIS, um sistema de regeneração do corpo humano.


Shane Black preocupou-se em elaborar um filme mais completo que os anteriores, focando-se mais na dinâmica do elenco do que apenas criar algo com cenas de pancadaria sem qualquer tipo de fundamento.
Como sempre, Robert Downey Jr. carrega às costas o seu personagem de uma forma brilhante, sempre com o humor negro a que já estamos habituados. Este é talvez o filme, em que o actor está mais à vontade, o que proporciona diversos momentos divertidos e uma química muito boa com o elenco. 
Destaque também os personagens secundários, nomeadamente James Rhodes (interpretado por Don Cheadle), que apresentou pela primeira vez, um aprofundamento da amizade com Tony Stark, o que proporciona um sentimento de personagens consistentes e não simples pedaços de cartão. Existem algumas pequenas surpresas no decorrer da ação e uma actuação surpreendente de Ty Simpkins, um rapaz do Tennessee.
Ao longo do filme, existem várias referências aos elementos dos "Vingadores", como por exemplo "O martelo que caiu do céu", o que resulta numa espécie de dinâmica muito boa com o que se passa no universo da Marvel. Percebe-se claramente que o director Joss Whedon, deu algumas dicas a Shane Black, e os fãs agradecem.


Os maus da fita estão muito bem apresentados. Aldrich Killian (Guy Pearce), apresenta motivos  plausíveis para se querer vingar de Tony e justifica a aposta. Ben Kinglsey como Mandarim, é um assunto completamente diferente. Nem todos vão gostar de algumas mudanças que foram feitas à volta do Mandarim e percebo bem porquê. Sem querer alongar-me muito, digamos que nem tudo é o que parece e que existe uma ligação entre todos os acontecimentos, o que altera o curso da trama várias vezes.
No entanto, existem alguns problemas a apontar: A personagem Maya, interpretada por Rebecca Hall, foi a grande sacrificada e senti que estava deslocada em relação ao roteiro do filme. Podia ter sido melhor aproveitada. 

Enorme destaque para as cenas de acção, que estão espectaculares e bastante agradáveis à vista ao contrário de outros filmes do mesmo género.. (Sim, Michael Bay estou a olhar para ti). Fiquei também bastante contente com a nova banda sonora. Eleva a longa-metragem a outro nível e complementa a acção.

"Homem de Ferro 3" apresenta-se como o melhor filme da trilogia e que inicia a Phase Two da Marvel com o pé direito. Mais que recomendado para fãs de BD's e que adoram um bom espectáculo visual, cheio de reviravoltas e personagens com carácter. Venha daí os "Vingadores 2" que eu já estou ansioso..

8/10