terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

[Filme] Stranger Than Fiction (2006)


Will Ferrell (no papel de Harold Crick) é aqui, ao contrário do que estamos habituados, um homem sério e perdido na sua vida. Tem como profissão cobrar impostos, o que faz com que seja odiado por muitos, e que o próprio acabe, por vezes, por si odiar a si mesmo.
A rotina que enfrenta, dia após dia, faz parecer que Harold é apenas mais um cidadão no meio da imensa multidão. E aqui aparece o ponto chave do filme. A verdade é que Harold não é mais um comum cidadão (ou será?) e descobre que a sua vida está a ser narrada por uma voz que aparece no interior da sua cabeça.

Ao saber que é uma personagem na história de alguém, Harold vai procurar ajuda junto de um professor de letras (papel interpretado por Dustin Hoffman), na esperança de perceber melhor o que se está a passar e na tentativa de descobrir quem está realmente a narrar a sua vida.

O filme acaba por deixar uma mensagem sobre a vida e morte, embora indirectamente. A efemeridade da vida, o vazio em que ela se pode tornar, são pontos que passam como mensagem para o espectador mais atento. E é de pormenores que este filme é feito, por isso é necessária atenção para a sua compreensão.

Um filme original, interessante, com um argumento diferente do que se costuma ver. 
Na verdade, somos apenas personagens nesta história contada por alguém. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

[Filme] "The Hobbit: An Unexpected Journey" (2012)


Nove anos após o lançamento do "O Senhor dos Anéis e o Regresso do Rei", chega finalmente a história de como tudo começou. Mas será que valeu a pena a espera?

Mal começa o filme, somos logo transportados para a Terra Média, com as melodias suaves e fantásticas que crescemos a ouvir, os cenários estonteantes e as personagens repletas de detalhes. 
A verdade é que Peter Jackson não apresenta dificuldades em regressar ao ambiente mágico criado por J.R.R Tolkien, pois já é um conhecedor nato das características deste mundo. Os fãs agradecem obviamente. 

É neste sentido que começa a longa-metragem, com a casa de Bilbo a ser invadida por um grande número de anões convocados por Gandalf com o intuito de começarem a sua aventura: Recuperar a sua terra-natal que foi tomada pelo Dragão Smaug. A acção é bastante lenta ao inicio ,algo que já se esperava, mas que ajuda a entrar no ambiente e a perceber melhor a história que decorre ao longo do filme. O enredo vai se construindo de uma forma simples e que culmina num grande plano de peripécias ao longo dos 169 minutos.
Algumas coisas que ficaram por explicar na trilogia do "Senhor dos Anéis" vão sendo explicadas, o que nos ajuda a ter uma ideia de como um poder negro foi crescendo na Terra Média. 

A fotografia está mais uma vez impecável assim como a sonoplastia. Estão presentes as famosas cenas de cortar a respiração e o diálogo engraçado entre Sméagol e Bilbo, que me fez lembrar Hamlet por alguma razão em particular.


No geral, Hobbit é um épico que explora muito bem o universo de Tolkien e nos deixa com água na boca para os dois próximos filmes. Peter Jackson, no meio de tantos problemas de pré-produção, conseguiu criar uma obra-prima. Não se esqueçam que em 2013 sai "The Hobbit: The Desolation of Smaug" e um ano depois, "The Hobbit: There and Back Again".

8/10

domingo, 2 de dezembro de 2012

[Filme] Juno (2007)



Filme premiado e conceituado no universo dos filmes sobre adolescentes, Juno retrata a vida de uma rapariga de 16 anos que vai enfrentar uma gravidez inesperada. Uma brincadeira com o seu melhor amigo que foi longe demais, traz consequências indesejadas.

O primeiro pensamento de Juno é dar o bebé para adoção mal ele nasça, pelo que desde cedo vai tratar desse assunto e descobre um casal que, aparentemente, tem todas as condições para acolher o seu futuro filho. Mas, como sempre, não se trata de algo tão simples quanto aparenta ser, e surgem problemas derivados não só da irreverência da jovem adolescente, como também dentro do lar do próprio casal.

O mais belo e o que nos cativa neste filme, é precisamente Juno, a adolescente que não sabe bem quem é e o que quer, a forma como é abordada, a forma como narra a história e a belíssima atuação de Ellen Page.
Em destaque está também Michael Cera, que interpreta o papel de melhor amigo/namorado de Juno (friendzone alert?), e que transcende para o espetador uma noção de inocência, amor e carinho que nutre pela sua amada.
No geral, todas as personagens estão bem conseguidas, tudo gira à volta de Juno, mas nem isso nos faz cansar da personagem.


Podemos considerar como ponto fraco do filme a falta de aprofundamento na relação entre Juno e Paulie (Michael Cera), o namorado/melhor amigo, que nos deixa sem saber como se chegou ao momento da relação em que ambos se encontram.
Contudo, não deixa de ser um filme original, bem contado/narrado, e com uma bela banda sonora.
 7,5/10.