terça-feira, 13 de novembro de 2012

[Filme] 007 - Skyfall (2012)


Em 2006, fomos presenciados com um estrondoso reboot, sobre o agente secreto mais famoso do mundo - James Bond, com o magnífico filme "Casino Royale".
No entanto, este novo rumo dado à saga de 007, com a interpretação do pouco ortodoxo Daniel Craig, sucumbiu em 2008 com o desastroso "Quantum of Solace". Um filme que tinha tudo para ser bom mas resultou num turbilhão horrendo de ideias.
Eis que este ano, surge um novo filme para marcar o 50º aniversário do Bond. Consegue superar as expectativas? Não.

Skyfall é o perfeito exemplo de marketing cru e puro. Porquê? Excesso de publicidade (Heineken e outras marcas invadem o ecrã em qualquer situação), uma apreciação muito boa por parte da audiência e os críticos mais importantes do cinema, que chega a ser ridícula, visto que o filme não é assim tão bom. Tudo isto resultou numa desilusão enorme.

Mas vamos por pontos. O Enredo é pobre. Tudo gira em redor do passado da M. Com o MI6 a ser atacado, Bond precisa de encontrar o culpado e acabar com uma organização internacional terrorista. A primeira parte do filme é penosa, apenas quando entra em cena, o fantástico Javier Bardem é que as coisas aquecem. Que prestação! Um actor fabuloso, com um papel estranho mas que nos faz lembrar o Joker interpretado pelo Health Ledger, no filme "The Dark Knight". Daniel Craig mostra-se competente para o papel e esta é capaz de ser a sua melhor actuação no que diz respeito a "transportar" as emoções de uma forma convincente.

Lindo!

O que merece maior destaque é a Fotografia. Grande trabalho de luzes, contrastes, planos. Enfim tudo perfeito nesta vertente.
Em suma, Skyfall tinha tudo para se tornar um belo filme mas deixa-se arrastar pelo enredo pouco trabalhado e acaba por ser algo banal.

6.5/10

domingo, 14 de outubro de 2012

[Filme] Looper (2012)





O tema há muito tempo que é debatido. Porém, nem sempre foi utilizado da forma correcta ou com argumentos suficientes que justificassem a escolha do mesmo. 
Felizmente, Looper apresenta outra face da moeda e prova que com as ideias certas e um enredo inteligente, viajar no tempo não é tão mau como parece.
Realizado por Rian Johnson, este é um filme que necessita de atenção imediata desde o primeiro minuto.  Confesso, que ao início, a história é confusa. A sinopse é simples mas possui tanto detalhe que facilmente nos perdemos. 

Estamos no ano 2074, as viagens no tempo são possíveis mas são consideradas ilegais. A máfia utiliza-as para enviar para o passado (aproximadamente 30 anos antes), pessoas que deseja que sejam eliminadas, porque é bastante complicado de eliminar pessoas no futuro sem deixar rasto. Quem se encarrega de eliminar os alvos no passado, são os Loopers, organização à qual Joe(Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar um serviço normal, Joe percebe que o homem que tem de matar(Bruce Willis) é a sua versão do futuro. Este foi enviado para o passado por constituir problemas à mafia no futuro. Joe tem então, a tarefa inglória de procurar a sua versão envelhecida e tentar mata-lo, o chamado "Fechar o Loop" antes que a máfia descubra.

Confusos? Sim é bastante complicado. Mas resulta optimamente quando o filme começa a desenvolver-se a um ritmo rápido e inteligente. Quando Emily Blunt entra em cena, a acção fica com um toque mais dramático e finalmente percebemos o propósito do enredo. Está tudo interligado, só cabe a nós ir juntando as peças.
Joseph Gordon-Levitt está irreconhecível  porque foi modificado para parecer uma versão de Bruce Willis mais nova. Um ligeiro toque que torna o filme mais porreiro. A actuação é bem conseguida, muito sóbrio e com a lição bem estudada. 

Looper é uma lufada de ar fresco num catálogo enorme de remakes e reboot's que existem actualmente no cinema. Constitui um filme de ficção científica muito bem conseguido. 

8/10

[Filme] Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)


E se, para esquecermos alguém, bastasse fazer uma limpeza à memória, às memórias exatas que tínhamos dos momentos passados com a pessoa que queremos esquecer? Tudo era mais fácil.. ou nem por isso.
Momento a apagar da memória?
Jim Carrey não é só o tipo que faz rir. É um homem multifacetado que brilha em diversos papéis, em diversas personagens. Este filme comprova isso. Aqui, Jim é um homem perdido e frágil, que se vê numa luta que não imaginava ter.

Jim Carrey, no papel de Joel Barish.
Protagonizado com Kate Winslet ao seu lado no papel de Clementine, Jim, na pele de Joel Barish, é um homem perdido no meio de um amor falhado. Joel, após ser desiludido pela sua paixão, pretende apagar tudo o que lhe lembra a sua ex namorada. Para isso, conta com a ajuda de especialistas, mais precisamente a equipa de Dr. Howard, para proceder a um completo "delete" de todas as suas memórias românticas. 

Aqui surge o grande ponto do filme. Joel entra num jogo com o seu cérebro. À medida que as memórias vão sendo apagadas, o amor por Clementine é redescoberto. Afinal, parece que não a quer esquecer, e começa a tentar enganar a sua própria mente. Uma luta absurda na tentativa de não enganar o que verdadeiramente sente.

Clementine e Joel, os protagonistas do filme.

Uma maneira diferente de falar sobre romances. A prova de que o amor está no coração, e não na cabeça.
8/10